À CONVERSA COM....

DIA 20 DE MARÇO

Eduardo M. Raposo apresenta dois livros.

No final haverá um saru musical e poético com Ana Pereira Neto, Francisco Nais e Vitor Sarmento.
 

À CONVERSA COM...
Neste espaço divulgaremos o nosso convidado que virá falar sobre a sua obra: Serão poetas, escritores e homens e mulheres da cultura.

 

Dia 20 de Fevereiro de 2015, com Nuno Gomes dos Santos

NGS - licenciado em História pela Fac. Letras de LX. Jornalista, escritor e músico.

Dez livros publicados. Prémios Almeida Firmino 2004, com o romance "Um Metro de Vida", Prémio de Poesia e Ficção de Almada 2011 e Menção Honrosa do Prémio Nacional de Romance Dia de Melo 2012, com o romance "Adeus Faraó. Nós Só Adoramos o Sol", Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas 2012 com o livro "O Musgo dos Dias".
"Adeus Faraó" tem prefácio de Pezarat Correia. Vai ser apresentado n'"O Bispo" por Rui Mota Lopes, da editora "Página a Página".

Na música, como autor, a sós ou em parceria com Ary dos Santos, Paulo de Carvalho, Samuel, Silvestre Fonseca, José Calvário, José Jorge Letria, Nuno Nazareth Fernandes, André Sarbib, Pedro Osório, Thilo Krasmann, etc.
Como intérprete: "Intróito", num duo com Helena Isabel e a solo.
Esteve o palco com Zeca Afonso, Samuel, Fernando Tordo, Fausto, Vitorino, José Fanha, João Balula Cid, Carlos Alberto Moniz, Maria do Amparo, Samuel, Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes, António Victorino de Almeida, etc

 

 

Dia 23 de Agosto de 2010- com Eduardo Raposo

Biografia Breve

 Eduardo M. Raposo nasceu na Funcheira, Ourique em 8 de Dezembro de 1962.

Investigador e autor de trabalhos nas áreas de História, Biografia, Património e Etnoantropologia.

Tem colaboração (mais de duas centenas de artigos) em publicações tão diversas como, entre outros: DN-Jovem, Setubalense, Diário do Alentejo, Diário do Sul, História, Tempo Livre, Sítios e Memórias, Vilas e Cidades, Revista Alentejana, Memória Alentejana, Alentejo Terra-Mãe, Estudos Extremeños.

Director da Revista Memória Alentejana desde a sua fundação em 2001.

Foi fundador e presidente do CEDA – Centro de Estudos Documentais do Alentejo-Memória Colectiva e Cidadania, onde coordenou mais de duas dezenas de realizações – Encontros, Colóquios, Homenagens, Passeios Campestres, etc e três edições do Prémio Literário Pedro Ferro.

Foi Vice-presidente da Casa do Alentejo em dois mandatos – Património e Cultura.

Foi docente na Escola Superior de Educação de Santarém (História e Património Cultural) e no Ensino Secundário (Teatro).

Presentemente está a aguardar provas de defesa da Tese de Doutoramento intitulada “Fundamentos Históricos da Poesia Luso-Árabe na Nova Música Portuguesa (O Século de Almutâmide) o Amor e o Vinho”, com orientação científica de António Pedro Vicente, catedrático em História da FCSH/UNL.

Dinamiza e coordena a Nova Antologia de Poetas Alentejanos com publicação prevista para Março.

Autor dos prefácios:

Moinhos de Vento do Concelho de Santiago do Cacém, de José Matias (Edições Colibri/CEDA, 2002); A Essência da Raiz, de José Rodrigues Vilhena, História local (Sines 2006);  Relatos de uma Vida - José Salgueiro (Edições Colibri, 2009) e de dezenas de apresentações de livros e organização de lançamentos.

Autor de cerca de três dezenas artigos biográficos para a Enciclopédia da Música Portuguesa do Século XX. Sobre cantores de intervenção, coordenada pela Etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco. Sobre este tema é autor e apresentador de um recital com o cantor Francisco Naia e os músicos Ricardo Fonseca e José Carita, realizado em dezenas de localidades como, entre outros Porto (Casa da Música), Coimbra, Santarém, Festa do Avante, Évora, Badajoz, entre outras. Organiza recitais de música popular e tradicional.

Foi conferencista convidado pela Casa da Música na Homenagem realizada em Abril de 2007 a José Afonso, com o trabalho “José Afonso – o Canto da Utopia”, que deu origem ao recital homónimo, com o cantor Francisco Naia e acompanhamento de quatro músicos.

Coordenou a Homenagem a José da Fonte Santa organizada pelo Município de Santiago do Cacém, em 1999 e dinamizou nos três anos seguintes a Exposição Itinerante Magia Alentejana – Mulheres, Pombas e Cavalos sobre a vida e obra de José da Fonte Santa.

Organizou Homenagens a Adriano Correia de Oliveira (Setúbal-1983, Seixal - 1992 e Lisboa – Casa do Alentejo - 2002), a Federico García Lorca  (Setúbal- 1986) , a Urbano Tavares Rodrigues (Casa do Alentejo – 2004 e 2006) e a José Salgueiro (Casa do Alentejo – 2009)

Mestre e Doutorando em História do Séc. XX.

Sobre o grande Poeta do Século XI, Almutâmide Ibne Abade, natural de Beja, dirigiu um espectáculo - em parceria com a bailarina Elsa Sahms, o jovem arabista Tiago Bensetil e músicos e diseurs convidados - intitulado “Papoila do Odiana – Dançar a Poesia de Almutâmide”que estreou no Festival Islâmico 2009, em Mértola.

Tem ainda um conjunto de projectos sobre este período decisivo no Garbe al-Andalus, a partir da figura de Almutâmide Ibne Abâde, como roteiros históricos para o turismo cultural em Portugal, Espanha e Marrocos – com a participação dos principais arabistas portugueses – uma Antologia de Poesia de Poetas do Garb do século XI e da contemporaneidade, uma peça de Teatro e um filme histórico.

Realizou em parceria com o Município e a Universidade de Évora/CIDEHUS, um Colóquio Internacional intitulado “Almutâmide e a Poesia do Garb al-Andalus”, com a participação de arabistas portugueses, espanhóis e marroquinos - e a presença da Senhora Embaixadora do Reino de Marrocos - onde foi homenageado António Borges Coelho.

 

Livros publicados

José da Fonte Santa Memória(s). Lisboa: Edições Colibri, 1999.

Cantores de Abril. Entrevistas a cantores e outros protagonistas do «canto de Intervenção». (Prefácio de Manuel Alegre). Lisboa: Edições Colibri, 2000.

Canto de Intervenção 1960-1974 (Tese de Mestrado), Lisboa: (1º ed. BMRR, 2000) 2ª e 3ª edições Público, 2005 e 2007 (total de 8.500 exemplares).

 

 

 Dia 3 de Dezembro - com Irene Pimentel

Irene Flunser Pimentel licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1984. Conclui o mestrado em História Contemporânea (variante Século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo. As organizações femininas do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional e Mocidade Portuguesa Feminina), 1936-1966. É investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colabora ainda em permanência, desde 1994, na revista História, da qual foi editora até final de 2001. Publicou diversos artigos de História em jornais e revistas portuguesas e estrangeiras, sobre diversas instituições do Estado Novo – organizações femininas e de juventude, polícia política –, a Segunda Guerra Mundial, o nacional-socialismo alemão e o Holocausto, entre outros temas. Colaborou em enciclopédias, dicionários e obras conjuntas. Participou em exposições, colaborou em documentários e programas de rádio e televisão e intervém regularmente em colóquios, conferências e seminários. É autora dos seguintes livros: História das Organizações Femininas do Estado Novo, «Textos relativos a Portugal» in Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945, de Stéphane Bruchfeld e Paul A. Levine, Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira, Fotobiografia de José Afonso e A PIDE/DGS, 1945-1974.

 

 

 

JÁ REALIZADAS:

Dia 18 de Junho - Com Camilo Mortágua.

Apresentação do seu livro "Andanças para a Liberdade" que fala da história da sua vida até ser preso pelo regime do Estado Novo após ter participado no célebre assalto ao navio Santa Maria.
Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois  homens : Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio - os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capitulo muito especial: participou na operação Dulcineia em Janeiro de 1961, comandada pelo capitão Henrique Galvão e inspirada pelo general Humberto Delgado – o desvio do paquete português “Santa Maria”, que seria o primeiro acto de pirataria  dos tempos modernos. Mais tarde , com palma Inácio e outros companheiros, fundaria a “LUAR”.Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local , assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Developpement Local Soutenable (1994-2002), Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias , Grande Oficial da Ordem de Liberdade da Republica Portuguesa.

 

Dia 9 de Julho - Com Paulo Sucena,

 

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Diplomado em Ciências Pedagógicas pela mesma Faculdade.

Presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) de 1989 a 2006.

Secretário-Geral da Federação Nacional de Professores – FENPROF de 1994 a 2007.Membro do Conselho Nacional e da Comissão Executiva da CGTP de 1999 a 2007.

Membro do Conselho Nacional de Educação.

Fez a sua estreia literária na página Artes e Letras do jornal “República”, em 1960.

Estudos, entrevistas e crítica literária dispersos pelos principais jornais e revistas portugueses, designadamente: “Diário de Notícias”, “Diário de Lisboa”, “Comércio do Porto”, “Jornal de Notícias”, “Público”, “Capital”, “Expresso”, “Jornal de Letras e Artes”, “Seara Nova”, “Vértice”, “O Professor”, etc.

Autor de artigos e estudos sobre os principais criadores da “Canção de Coimbra”, desde Edmundo Bettencourt até António Portugal, passando por José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, António Bernardino (Berna).

Proferiu conferências, apresentou comunicações e participou em Colóquios em eventos de natureza sindical, educacional e cultural em Estrasburgo, Paris, Genebra, Berlim, Moscovo, Budapeste, Buenos Aires, Washington, Harare, Havana, Granada, Madrid, Belgrado,…

Participação no livro O Pacto Educativo, juntamente com Marçal Grilo, Guilherme Oliveira Martins e outros.

Colaboração no Livro Recomeço Límpido, de homenagem a José Gomes Ferreira no centenário do seu nascimento, com o artigo “Nascimento de um Poeta”.

Autor de um testemunho sobre Manuel da Fonseca integrado num livro de homenagem ao escritor.

Autor dos prefácios aos livros:

. Rua de Baixo de Manuel Alegre, Câmara Municipal de Águeda, 1990;

. Praça da Canção de Manuel Alegre, Campo das Letras, 1998;

. Pessoas na Paisagem de Manuel da Fonseca, Editorial Caminho, 2002;

. Fernando Piteira Santos, Português, Cidadão do Século XX, Campo das Letras, 2003;

. E ninguém me conhecia, 60 poemas de Pedro Homem de Mello escolhidos e apresentados por Manuel Alegre e Paulo Sucena, Campo da Comunicação, 2004;

. Na outra margem do tempo de Vasco Paiva Campo das Letras, 2006.

Livros publicados:

. E ninguém me conhecia, 60 poemas de Pedro Homem de Mello escolhidos e apresentados por Manuel Alegre e Paulo Sucena, Campo da Comunicação, 2004.

. Amor em Adjectivo, Caminho da Poesia, Editorial Caminho, 2003. 2ª edição, 2004.

. Que Pátria para este exílio? O Poeta em demanda, leitura da obra de Manuel Alegre (1965-71), Campo da Comunicação, 2007.

 

 

 

 

Dia 23 de Julho - Com o poeta Luis Filipe Maçarico.

Nasceu em  Évora em 29-10-1952. Comptou o Mestrado em Antropologia (Patrimónios e Identidades) no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, em 2005, com a tese “Os processos de construção de um herói do imaginário popular - o Caso de Santa Camarão”. Resolveu fazer um segundo mestrado, desta vez na área de História, frequentando actualmente às sextas e sábados o curso “Portugal Islâmico e o Mediterrâneo”, no Campo Arqueológico de Mértola.Publicou catorze livros de poesia, nove textos de literatura infantil, uma biografia, um volume de contos e ainda “Um Antropólogo no Associativismo”, entre outros títulos onde aborda a história das colectividades. Dirigente sindical e associativo desde 1982, escreveu inúmeros trabalhos de investigação para revistas, nomeadamente “O Alentejo, o Cante e os seus Poetas” (Arquivo de Beja) “A Função Antropológica da Aldraba: Da Origem Simbólica à Morte Funcional” (Arqueologia Medieval), “Aldrabas e Batentes de Montemor-o-Novo: Um Olhar Antropológico” (Almansor) e “Os Morábitos na Arquitectura Religiosa do Sul” (Callípole). Vários textos, quer em prosa quer em poesia, representam a sua escrita em treze antologias. São mais de dois mil os poemas divulgados na imprensa, com crónicas de viagem, entrevistas e artigos de intervenção, nomeadamente no jornal “Conversas de Café”.

 

 

 Dia 30 de Julho - com Miguel Portas

Miguel Portas quase não precisa de apresentação. A sua proeminte figura enquanto deputado europeu, dá-lhe uma mediatização que permite-nos afirmar ser uma figura conhecida e reconhecida.
Acerca do seu livro, transcrevemos um excerto  da entrevista da jornalista Alexandra Lucas Coelho, extraido do site do jornal Publico/ipsilon.

PÉRIPLO-( um livro de histórias sobre a história)
"O Sul do Mediterrâneo andou devagar milhares de anos. De repente, levou com colonialismo, ditaduras, globalização - e refugiou-se nas mesquitas. A esquerda tem culpa, reconhece Miguel Portas. "Périplo", com texto de Portas e fotografias de Camilo Azevedo, é uma viagem no tempo e no espaço

Das montanhas do Iémen aos desertos da Líbia, dos cemitérios do Cairo aos rios da Mesopotâmia, dos "souks" de Alepo aos palácios de Petra, o livro "Périplo" vai até onde acaba a oliveira na margem sul do Mediterrâneo.

A série documental que Miguel Portas fez em 2003-4 com o realizador Camilo Azevedo tinha as duas margens do Mediterrâneo e vem em DVD no fim do livro. Mas o que agora está em 350 páginas de texto e fotografias é outra coisa, antes e além das filmagens. Algo entre o ensaio histórico e a viagem, um périplo no tempo e nestes espaços sem paralelo em Portugal. O Norte ficará para um futuro volume.

Camilo Azevedo fez a maior parte das fotografias em viagens de pesquisa, antes de filmar. Miguel Portas escreveu o texto depois da série, muitas vezes recorrendo a viagens posteriores. Há lugares que estão no livro e não estão na série, como Jerusalém. Texto e fotografia são dois discursos paralelos, que frequentemente confluem.

Neste mundo maioritariamente islâmico, mas também judeu e cristão, o ateu Miguel Portas demora-se nas religiões, e defende ao longo do livro a necessidade de dialogar com elas. Não o fazer é ignorar a maioria, e isso foi o que a esquerda fez, erradamente, quando pactuou com as ditaduras nacionalistas árabes. E os pobres voltaram-se para o islamismo político."

 

Dia 3 de Setembro- com Alexandre Castanheira.


Apresentação da sua obra, em particular no seu livro "Outrar-se", que nos relata partes da sua vida, rica de histórias e exemplos de cidadania.

Quanto à sua biografia, podemos resumi-la :
- Abre-se à politica ainda no Liceu Passos manuel, em Lisboa, onde por isso é perseguido pelo Reitor e pelo padre professor de Moral que o denuncia como de perigosas leituras na Biblioteca do Liceu ( andava a lêr "O drama de João Barois", de Roger Martin du Gard) e o proibem de ali voltar a entrar.

-Adere ao MUD Juvenil em Almada. Durante o seu curso de Histórico- Filosóficas ( Faculdade de Letras de Lisboa) intensifica a sua militância nesse Movimento, ocupando sucessivamente responsabilidades:Comissão Concelhia de Almada, Comissão Distrital de Setúbal, Comissão Central e, funcionário e, como tal controleiro das Comissões do MUD Juvenil dos distritos de Setubal, Évora, Beja e Faro.
- Adere ao Partido Comunista Português em 1947.
- Preso por três vezes sem culpa formada, é levado a tribunal ( O Plenário da PIDE) sob a acusação de ser membro do PCP, mas é absolvido por falta de provas. O facínora presidente dessa farsa de tribunal, afirma publicamente:"desta vez vai em liberdade mas se cá voltar, com provas ou sem provas, fica".
- É aí que logo se prepara para passar  à clandestinidade, o que acontece em 1954.

 

 

Dia 6 de Novembro - com Vasco Lourenço

 VASCO CORREIA LOURENÇO
(Castelo Branco 19 de Junho de 1942)

• Nasceu em 19 de Junho de 1942, em Lousa (Castelo Branco).
• Filho de José Correia Lourenço e de Angélica Correia Baltazar.
• Concluídos os estudos secundários, no Liceu Nuno Álvares em Castelo Branco, ingressou na Academia Militar em 1960, onde completou a licenciatura em Ciências Militares, Infantaria.
• Após o tirocínio na EPI em Mafra, foi colocado no RI2 em Abrantes (1964), onde seria promovido a alferes.
• Voltando à EPI em 1965, onde foi instrutor do C.O.M., foi transferido nesse mesmo ano para o RI5, nas Caldas da Rainha.
• Aí foi designado para obter a especialização de Testador, função que desempenhou em acumulação com o comando de uma companhia (C.C.S. e 6ª Companhia de Instrução).
• Promovido a tenente (1966) e a capitão (1968), é mobilizado para comandar uma C.Caç na Guiné (1969).
• Comandou a C.Caç 2549, integrada no B.Caç. 2879, nos anos de 1969/71.
• Regressado da Guiné, foi colocado no B.C. 5 em Lisboa.
• Daí foi para o B.R.T. onde adquiriu a especialidade de Criptólogo, em 1972.
• Após o curso, continuou colocado no B.R.T. até 9 de Março de 1974, quando foi transferido compulsivamente para o Q.G. da Z.M.A. em Ponta Delgada.
Transferência motivada pelo seu profundo envolvimento na conspiração que o Movimento dos Capitães desenvolvia e que se consubstanciaria no 25 de Abril de 1974.
• Fundador do Movimento dos Capitães, coordenou a organização da sua primeira reunião, em 9 de Setembro de 1973, e viria a ser o único elemento a pertencer a todas as suas comissões coordenadoras.
Aliás, viria também a ser o único que pertenceria sempre aos órgãos de cúpula do Movimento (dos Capitães, das Forças Armadas), durante a sua existência (Setembro de 1973 a Outubro de 1982):
• Membro das comissões coordenadoras, na clandestinidade.
• Membro da Direcção do Movimento dos Capitães e do Movimento das Forças Armadas (juntamente com Vítor Alves e Otelo Saraiva de Carvalho), onde era responsável pela ligação interna e pela área operacional.
• Em 25 de Abril de 1974 encontrava-se colocado no Q.G. da Z.M.A., para onde seguira em 15 de Março desse ano, depois de um conturbado processo, que incluiu a oposição do Movimento à sua transferência, a simulação do seu rapto, a sua entrega às autoridades militares e a sua prisão na Casa de Reclusão da Trafaria (10 a 15 de Março).
• Membro da Comissão Coordenadora do Programa do MFA.
• Membro do Conselho de Estado.
• Membro do Conselho dos 20.
• Membro do Conselho da Revolução, durante toda a sua vigência, onde desempenhou a função de moderador das suas reuniões.
• Para além disso, foi também membro do Conselho da Arma de Infantaria.
• Desempenhou as funções de Porta-voz do Conselho de Estado, da Assembleia do Exército, da Assembleia do M.F.A., do Conselho dos 20 e do Conselho da Revolução.
• Foi o primeiro subscritor do Documento dos Nove, em Agosto de 1975.
• Membro das Comissões que elaboraram os dois pactos MFA – Partidos.
• A sua nomeação para comandar a Região Militar de Lisboa, desencadearia o 25 de Novembro de 1975.
Manteve-se como Governador Militar de Lisboa e Comandante da Região Militar de Lisboa, de Novembro de 1975 a Abril de 1978 (para o efeito foi graduado em brigadeiro, 27 de Novembro de 1975, e em general, 11 de Agosto de 1976).
• Nos finais de 1982, terminado o período de transição e extinto o Conselho da Revolução, regressou ao Exército, como major e foi colocado na Cheret, onde foi promovido a tenente-coronel (1984).
• A seu pedido, passou à reserva em 1987.
• Face à posterior alteração da legislação foi passado à reforma em 1994.
• Ao abrigo da lei nº 43/99, foi promovido a coronel, em Abril de 2002, com antiguidade de 1990.
• Presidente da Comissão Organizadora do 25 de Abril – Dia da Liberdade, em 1979.
• Presidente da Comissão Instaladora da Associação 25 de Abril.
• Obteve o curso de Defesa Nacional, em 1981.
• Foi membro da Comissão Executiva das Comemorações Oficiais do 25º aniversário do 25 de Abril.
• É autor de dois livros:
• No Regresso Vinham Todos (conta a experiência da guerra colonial na Guiné, em co-autoria com vários militares da C.Caç. 2549).
• MFA – Rosto do Povo (entrevista sobre o 25 de Abril de 1974, feita em princípios de 1975).
• Possui várias condecorações, de que se destacam a grã-cruz da Ordem da Liberdade e a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
• Casado (com Adélia Maria Andrade Ferreira Lourenço), com uma filha (Gabriela Maria Ferreira Baltazar Lourenço).
• Presidente da Direcção da Associação 25 de Abril (desde a sua fundação em Outubro de 1982), continua a sua participação em debates e conferências sobre o 25 de Abril e outros temas, nomeadamente o papel dos militares na sociedade, com a apresentação de comunicações em muitos deles, em Portugal e no estrangeiro.

 

 

 

 

   
 
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